terça-feira, 14 de julho de 2015

VISITANDO MUSEUS, PARQUES NACIONAIS E EXPOSIÇÕES

Excelente recurso didático que vai auxiliar muito aos professores de História e Artes e provocar nos alunos o interesse pelo nosso Patrimônio Cultural.
Trata-se do site Era Virtual, patrocinado pela Fundação Vale, que trás em 360º visitas a museus brasileiros, exposições temporárias e parques nacionais. É um trabalho que vem sendo construído desde 2008, por uma equipe multidisciplinar e visa a promoção do Patrimônio Cultural Brasileiro.
Além de oportunizar as visitas virtuais, tem também um aplicativo para baixar em celulares e tablets, para facilitar e orientar às visitas presenciais.

Vamos, iniciar nosso "tour" por uma visita a uma exposição de Arte Africana, que foi uma exposição itinerante ocorrida durante o ano de 2013.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

DIVERSIDADE CULTURAL - O MARACATU

Num país com uma territorialidade tão extensa como a nossa, a diversidade cultural é mais comum do que se pensa, e, por vezes, nos causam até estranhamentos.

O Maracatu  é uma destas manifestações, uma mistura das culturas ameríndias, africanas e europeias, concentrada mais  nos Estados do Nordeste, mas hoje tem alcance em quase todo o Brasil, África, Canadá, França, Alemanha, entre outros.
Recebemos estas fotos de uma Festa de Maracatu, realizada na cidade de Nazaré da Mata, Estado de Pernambuco, vistas sob a lente de um Italiano amigo nosso, que aqui esteve em 2012, Riccardo Iorio. A ele nossos agradecimentos por esta contribuição.
Hoje, tido como uma manifestação carnavalesca por estas comunidades, sua história remonta à escravidão, e a hipótese mais difundida é a de que teria surgido à partir das coroações e autos do Rei do Congo, prática implantada no Brasil supostamente pelos colonizadores portugueses e, por consequência, permitida pelos senhores de escravo.
Os eleitos como rainhas e reis do Congo eram lideranças políticas entre os cativos: intermediários entre o poder do Estado Colonial e as mulheres e homens de origem africana. Destas organizações teriam surgido muitas manifestações culturais populares que passaram a realizar encontros e rituais em torno dessas representações sociais, originando o Maracatu do Baque Virado, que também estabeleceu ao longo dos anos em diversos "agrupamentos" uma forte ligação com a religiosidade do Candomblé ou Xangô Pernambucano.
Estivemos pesquisando e constatamos que, apesar de fazer parte importante de nossa cultura, até aquele ano (2012) não se encontrava registrado no IPHAN, (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), como Patrimônio Cultural Imaterial.  Contudo, o devido registro foi feito em Dezembro de 2014 .
Para acompanhar as fotos tiradas por Ricardo Iorio, optamos por acompanhá-las de um trecho do livro Maxombas e Maracatu de Mario Sette, de 1948.
Vejam que, entre o texto e as fotos passaram-se 64 anos, mas parecem feitos do mesmo momento histórico.

Eram típicos no carnaval de antigamente. típicos, numerosos, importantes, suntuosos. No meio do vozerio da mascarada, dominando as marchas dos cordões, ouvia-se ainda longe o rumor constante, uniforme, monótono dos atabaques:
Bum...bum...bum...bum
Bum...bum...bum...bum

Era um maracatu. Havia os que gostavam dele e esperavam-no com curiosidade. Havia os que protestavam contra a revivescência africana e resmungavam.
Bum…bum…bum…bum… No fim da rua, por cima do povo, surgia o grande chapéu de Sol Vermelho, rodando, oscilando, curvando-se. 

E o batuque cada vez mais perto, mais perto. Dali a pouco desfilava o cortejo real dos negros

Vinha o rico estandarte com cores vivas e bordados a ouro. 


Traziam fetiches religiosos nas mãos

Depois o Rei e a Rainha, em trajes majestosos, debaixo da ampla umbela de seda encarnada com franjas douradas. Empunhavam os cetros, vestiam longos mantos, e tinham cabeças coroadas.

Na retaguarda do préstito, os atabaques, as marimbas, os congás, os pandeiros, as buzinas… As canções que todos entoavam eram ordinariamente nostálgicas, como uma ancestral saudade da terra de berço, ficada tão distante. Costumavam também cantar assim:
Bravos, Ioio! Maracatu Já chegou.
Bravos, Iaia! Maracatu vai passar.
Uma das mulheres empunhava uma grande boneca de pano toda engalanada de fitas, e repetia numa toada dolente:
A boneca é de seda…
A boneca é de seda… 


Os maracatus paravam em frente às casas dos protetores e ali dançavam durante alguns minutos. Antigamente licenciavam-se dezenas deles e apresentavam-se com verdadeiro luxo. Nas sedes havia demoradas festas, com danças e batuques, a que assistiam os soberanos sob um dossel de veludo.


Todos os negros da costa, tão comuns no Recife de ontem, aqueles mesmos que se reuniam , também, religiosamente, na Igreja do Rosário, lá se achavam para tomar parte no toques. O maracatu hoje escasseia e já não tem mais o esplendor de antes. Em menino eu tinha medo dos maracatus. 


Medo e como uma espécie de piedade intraduzível. Aqueles passos de dança, aqueles trajes esquisitos, aqueles cantos dolentes, me davam uma agonia…Eu me encolhia todo, juntando-me à saia de chita de minha mãe preta, com receio talvez de que os negros do maracatu a levassem também. E eu não sabia ainda ser o maracatu uma saudade…Hoje é que a compreendo, que a sinto, recordando os maracatus de minha infância e de minha terra, vendo os carnavais de outras cidades e de outra época… Parece-me perceber ainda o batuque longínquo, cada vez mais remoto, cada vez mais indeciso, quando, na alta noite da terça-feira, no silêncio e na tristeza do Carnaval acabado, o derradeiro maracatu se recolhia à sede…
Bum…bum…bum…bum…
Bum…bum…bum…bum…
E lá se ia, como se foi, o meu maracatu de menino…” 
  
                                                CRÉDITOS
Texto Extraído de: http://maracatu.org.br/o-maracatu/breve-historia/


Posts publicados originalmente em http://sabedoriapopular.blogs.sapo.pt/61307.html
e http://intercambiando.blogs.sapo.pt/74583.html estes da mesma autora deste blog.


Ricardo Iorio - autor das fotos.


Evolução da Bateria do Estrela Brilhante Carnaval de 2015


quinta-feira, 7 de maio de 2015

AS ARTES E A DITADURA NO BRASIL

Temos batido na tecla de que é preciso "CONTEXTUALIZAR" o momento da produção das obras de arte, em todas as suas linguagens, para que possamos ter uma leitura mais apropriada delas.

Outro dia, entre outros textos com a temática "TEMPO", lemos a letra da música de Gilberto Gil "TEMPO REI". Os alunos tiveram dificuldade em entender seu sentido e interpretá-la. Alguns tiveram dificuldade até em encontrar um ritmo de leitura, onde fosse possível encontrar sua poética, pois é um texto aparentemente fragmentado. Mas se encontrarmos o ritmo de sua leitura e entendermos sua proposta, faz todo sentido:

Não me iludo
Tudo permanecerá
Do jeito que tem sido
Transcorrendo
Transformando
Tempo e espaço navegando
Todos os sentidos...

Pães de Açúcar
Corcovados
Fustigados pela chuva
E pelo eterno vento...

Água mole
Pedra dura
Tanto bate
Que não restará
Nem pensamento...

Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Transformai
As velhas formas do viver
Ensinai-me
Oh Pai!
O que eu, ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo
Socorrei!...

Pensamento!
Mesmo o fundamento
Singular do ser humano
De um momento, para o outro
Poderá não mais fundar
Nem gregos, nem baianos...

Mães zelosas
Pais corujas
Vejam como as águas
De repente ficam sujas...

Não se iludam
Não me iludo
Tudo agora mesmo
Pode estar por um segundo...

Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Transformai
As velhas formas do viver
Ensinai-me
Oh Pai!
O que eu, ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo

Socorrei!...(2x)

Mas, se ainda tivermos dúvidas, se fizermos uma análise da situação política/cultural e social da época em que ela foi escrita, provavelmente fará mais sentido.
Tem um post excelente na EBC BRASIL que poderá nos mostrar muitos caminhos para essa interpretação.

Vamos ouvir a música. Escolhi esta publicação, pois o som é bem superior às gravadas anteriormente. Ela faz parte do CD "GILBERTO GIL UNPLUGGED ( OU ACÚSTICO).
E agora? Tudo não está fazendo sentido?

quarta-feira, 6 de maio de 2015

LITERATURA DE CORDEL, UMA FORMA DE ARTE!

Estamos trabalhando com os segundos anos a linguagem do teatro, cujo tema é "Eu tenho o Direito". Como até agora apenas uma equipe conseguiu concluir o trabalho e estamos percebendo que as outras estão com uma linguagem pouco inventiva sobre o assunto, e, uma das coisas que pautamos nesta disciplina é exatamente a criatividade, estamos postando aqui um vídeo muito interessante, onde o artista Maviael Mello, poeta e repentista, nos mostra como esse tema pode ser bem mais rico e pode FUGIR DO ÓBVIO, que é algo que temos batido muito nesta tecla.


Sobre qual direito Maviael nos fala neste vídeo? É possível construirmos um texto teatral que, assim como Maviael, nos mostra que temos um direito que não está sendo atendido?
Lembram quando postamos que, todas as linguagens da arte podem:
Contar uma história,
Fazer uma reinterpretação dela
Passar uma ideia ou um conceito
Protestar
Quebrar tabus
Apontar problemas
Idealizar soluções
Exprimir sentimentos
Retratar sonhos e alucinações
Registrar o inconsciente
Diluir formas
Modificar formas
Denunciar
Escrachar
Satirizar
Falar de amor, ódio, da vida Cotidiana, da Mitologia
Ou simplesmente proporcionar uma experiência estética, sem nenhuma outra pretensão.

Maviael usou a Literatura de cordel, o humor, a sátira, para denunciar, para escrachar, exprimir sentimentos, protestar, apontar problemas e nos dizer que nosso direito A UM BOM POLÍTICO não está sendo atendido.

Não é uma riqueza só?

Abaixo a forma visual da Literatura de Cordel. Este trabalho é do Aluno Eliabe Pereira de Souza do 3º Médio C.
Embora seja uma temática anteriormente trabalhada e não esta do "Eu tenho Direito", o aluno optou por fazê-la em quadrinhos.
Este trabalho tanto pode ser inserido como Histórias em Quadrinhos, como também pode ser inserido como a forma visual da Literatura de Cordel, que, na maioria das vezes vem acompanhada do poema ou da poesia, que depois é recitada em ritmo apropriado pelo repentista ou poeta.
Quando visitamos o Nordeste Brasileiro encontramos lá muitos souvenires com estas temáticas.

terça-feira, 28 de abril de 2015

ALUNOS INSPIRADORES

Para podermos dar conta dos compromissos com as notas do bimestre, uma vez que iniciamos nesta escola há tão poucos dias e não foram suficientes para a exploração dos conteúdos desta etapa, propusemos em cada sala um tema para ser expresso em imagens ou palavras, mas, neste caso, como estamos numa aula de artes, em linguagem de poema ou poesia.
Os resultados de todas as classes surpreenderam, e muito. Tanto que, como havíamos previsto, voltaremos no tempo para falar de Expressionismo e Surrealismo.
Alguns alunos expressaram-se nestas linguagens, que, segundo eles, ainda não conheciam, embora estes conteúdos já devessem fazer parte de seu currículo, pois a maioria está no terceiro ano do Ensino Médio.
Mas, vamos aos trabalhos que inspiraram estas aulas:
O tema proposto foi: "Cada minuto que passa é tudo que me resta a viver e eu desperdiço o tempo como se ele fosse infinito". É um trecho de um poema de um autor fictício chamado "Pedro Cassiano de Aguilar". 
Com uma obra com traços Surrealistas Leonardo Ferreira Boschi do 3º Médio B.


Mas o que é Surrealismo?

O surrealismo foi um movimento artístico e literário que surgiu por volta dos anos 1920 e procurava expressar a ausência de racionalidade humana e as manifestações do subconsciente. As características deste estilo: uma combinação do representativo, do abstrato, do irreal e do inconsciente. Segundo os surrealistas, a arte deve libertar-se das exigências da logica e da razão e ir além da consciência cotidiana, procurando expressar o mundo do inconsciente e dos sonhos, livre das opressões sociais. Este movimento inspirou-se muito na psicanálise de Freud, uma vez que são contemporâneos ( ou seja: do mesmo tempo). Teve como seus principais expoentes: Salvador Dali



JOAN MIRÓ



MAX ERNEST, entre outros



Continuando aos trabalhos do Alunos:

Com traços Expressionistas Elbert Lopes Polombino do 3ºMédio C



 e Willian do 3º E


Mas, o que é Expressionismo?

O expressionismo corresponde à "deformação" da realidade para expressar de forma subjetiva a natureza e o ser humano dando primazia à expressão de sentimento em relação a simples descrição objetiva da realidade. O movimento começou a despontar com algumas obras de Vincent Van Gogh. Embora Van Gogh seja mais conhecido como um artista Pós Impressionista, os trabalhos do final de sua vida, influenciaram os Expressionistas. Veja na obra Noite Estrelada, como o movimento das pinceladas e o uso das cores transmitem um movimento, uma revolução interna do artista e da natureza.



   O Movimento revelava o lado pessimista da vida, desencadeado pelas circunstancias históricas de determinado momento. Os expressionistas proclamavam que o único objetivo aceitável da arte era representar emoções e sentimentos, através da distorção das formas e do uso simbólico das cores. Não foi um movimento que se restringiu à pintura e escultura, mas que se ampliou pela literatura, teatro e cinema, e, até hoje é possível vê-lo em algumas obras de artistas contemporâneos. 
Não podemos nos esquecer que todos os movimentos artísticos não brotam do nada, mas fazem parte de um contexto histórico e social, e, no caso do expressionismo, o seu auge foi durante a Primeira Guerra Mundial, embora, como já dissemos já se prenunciava no final do século XIX. Segundo alguns teóricos é uma arte recorrente em momentos de crise.
Mas seu representante mais emblemático e conhecido é Edvard Munch com sua obra "O Grito" (1893).


Outro Artista que veio a influenciar o Expressionismo - James Ensor

Obra: "Esqueletos disputando um Arenque defumado" de 1891

Franz Marc o Artista dos animais

Vassily Kandisky com seu Expressionismo Abstrato, onde obtinha suas imagens aos sons de músicas



Paul Klee, um dos artistas mais influentes do século XX

Mas, como dissemos anteriormente, o nosso foco é a Arte Contemporânea, ou pós Pós Moderna, como dizem alguns críticos de arte e só voltamos ao expressionismo devido a alguns trabalhos apresentarem estas características e, também para mostrar um contraponto a trabalhos contemporâneos que remetem a ele, como é o caso desta obra que abre o blog, da artista Agnes Cécile, por exemplo:

E Esta outra obra da mesma artista

ou ainda algumas obras do Grafiteiro Ander Lemes, "o Alemão"

E esta outra


Agora, olhando bem para as obras do "Alemão", será que podemos classificá-la como uma obra contemporânea com características Expressionistas? Ou seria com características Surrealistas? 
O que pensam o alunos sobre essa obra?

Bem, mas voltemos aos trabalhos dos alunos novamente:

E duas obras com traços do Renascimento (sec. XV e XVI), que em meados do século XVIII até meados do século XIX voltou à tona, agora como Neoclassicismo, mas que, na verdade, ambos os movimentos eram inspirados na Arte Clássica dos Gregos (sec. V A.C.) - o trabalho de Thiago Manoel do 3º B.


 E de Larissa Lopes da Silva do 3º B



Bem, voltaremos à Antiguidade Clássica ou Arte Greco/Romana, Renascimento e Neoclassicismo em outro momento.




segunda-feira, 27 de abril de 2015

CRITÉRIOS PARA CONSTRUÇÃO DE TRABALHOS EM ARTES

Embora eu já tenha passado e comentado estes critérios em classe, vou deixá-los registrados aqui, pois podem ser úteis para todos os trabalhos que faremos daqui para a frente. Não apenas para a construção do trabalho, mas serão os mesmos critérios utilizados para atribuição de notas. Mas, se olharem atentamente para cada item, chegarão à conclusão que estes critérios podem ser aplicados em muitos outros trabalhos, como criação de textos, propaganda, vídeos.

1. Relação Forma/Conteúdo
2. Percepção Estética
3. Imaginação Criadora
4. Construção de Conceitos
5. Relação com a cultura do meio do Artista ( ou Aluno), ou outras culturas
6. Poética
7. Novidade ou outras formas de falar a mesma coisa
8. Fuga do Óbvio
9. Linguagem Simbólica
10. Domínio da Matéria ( Ou seja, técnica. Seja para uso das palavras, ou das tintas, ou de uma pedra para o escultor, ou das notas musicais para o músico).

Em seguida um vídeo inspirador para os terceiros anos que estão com esse desafio, onde, se analisarem com cuidado perceberão que atende a todos estes quesitos, principalmente a poética, a linguagem simbólica, a relação com a cultura ocidental. Pode ser que para os orientais não tenha o mesmo sentido, embora estejamos vivendo num mundo globalizado.


sexta-feira, 24 de abril de 2015

POÉTICA E INSPIRAÇÃO EM FOTOGRAFIA

Foi pedido ao pessoal dos primeiros anos do médio que fotografassem em seu Bairro ( Praia Azul/Americana) tudo que achassem significativo. Mas, que procurassem fotografar não apenas o que os olhos veem, mas lançar um olhar à poética de cada local, de cada fragmento, de cada objeto.
Para inspirá-los na tarefa apresento-lhes o trabalho da família Zuppani ( pai e 2 filhos) que têm encantado àqueles que têm a oportunidade de conhecer os trabalhos. O pai é arquiteto, paisagista e fotógrafo profissional e passou aos filhos o gosto pela arte da fotografia. Já viajaram o Brasil todo fotografando todo o nosso biossistema, nosso povo, nosso patrimônio cultural material e imaterial, de forma inusitada e poética. Tive a felicidade de conhecer a família e ter aulas de paisagismo com o pai e de ir a uma exposição deles em Santos.


Lembram do que lhes falei, que muitas vezes o título da obra, ou alguma coisa escrita pode complementar a poética ou o conceito daquilo que se deseja expressar?
 Este trabalho é do .

Outra foto do  mostrando o reflexo da torre da Igreja nos Azulejos. Infelizmente na ocasião não registrei o local da foto. Vamos aguardar, quem sabe eles aparecem por aqui para nos dar uma "palinha".

Outra foto do Zé à qual intitulou "Como um Rastro de Tinta Azul". Observem que trata-se de reflexos nos vidros de alguns carros. Lembram do que foi falado sobre a "Novidade ou outras formas de se falar a mesma coisa"?

Esta foto é do pai DU e se chama "ANOITECER EM MAUÉS (AM)"

"Momento Gastronômico Mata Atlântica" - também do Du Zuppani.


Este é Palê Zuppani e, apenas agora, colhendo material para este post é que eu soube da "passagem" de Palê, que se encontrava com Leucemia desde 2010. Meu coração se enche de tristeza e envio todo meu carinho à família.
Nada mais a dizer.




segunda-feira, 6 de abril de 2015

PROJETO DE INSTALAÇÃO EM SALA DE AULA


Para facilitar o entendimento da atividade disponibilizamos aqui um projeto de instalação com elementos muito simples e a valorização da Ideia.
O Tema era o Meio Ambiente. A Aluna criou uma poética para a obra antes de apresentá-la.

Nome da Obra: Harmonia e Caos

Poética da Obra:
"Na natureza reside a harmonia
O homem quer a harmonia, mas vilipendia a natureza
Maltrata os animais, maltrata a si mesmo
Em nome de sua estabilidade desestabiliza o sistema.
A Harmonia e o vazio
...O vazio do caos.
A inexistência de sentido
O Fim da Matéria.
A canção diz:
“Como ficam todos os sonhos que você disse que eram meus e seus”?
E você, nem eu sabemos responder
Fomos todos longe demais!
O tempo urge
Quem acionará os comandos?"

A Obra


UMA PORTA QUE SE ABRE



Ao abrir a porta existe um comando que deverá ser acionado e inicia-se um vídeo.
O vídeo utilizado para complementar a Obra:

video

Comentários sobre a atividade:


A obra é uma crítica ao nosso momento atual. Em todos os movimentos artísticos estudados vimos que o artista é influenciado pelo seu meio e pelo momento político, social e cultural em que ele se encontra. O que me afeta hoje? O que eu quero falar? O que eu quero gritar?
Contudo, foi usado uma mistura de linguagens que remetem ao conceitual e ao pop art, como os quadrinhos, que numa exposição poderiam se transformar em telas de LCD, ou pintura mesmo. Uma parte deles com imagens harmônicas da Natureza, a outra parte mostrando a sua destruição. A colagem da porta que se abre para mostrar que o tempo está passando. E também com a colagem do relógio, do botão de comando e o vídeo, que numa exposição deveria iniciar quando a porta fosse aberta. O vídeo faz parte integrante da obra.
Deixar a porta entreaberta para aguçar a curiosidade do interlocutor e, no momento em que ele abrir a porta apagam-se todas as luzes e inicia-se automaticamente o vídeo. Este vídeo foi escolhido, não só pelo seu conteúdo, mas pela emoção que ele transmite e pela interpretação de Michael Jackson que consegue transformar o medonho e hediondo em uma mensagem de alerta, em um grito de dor pelo planeta, pelos animais, pelo Humano.
Experiência muito interessante que nos obriga a pensar e a criar, a refletir sobre nossas vidas e os caminhos que estamos percorrendo e os destinos a que estamos nos submetendo.



terça-feira, 31 de março de 2015

INSTALAÇÃO NA ARTE CONTEMPORÂNEA

A ideia de "Instalação" na Arte Contemporânea, data por volta da década de 1960, e designa um ambiente construído em espaços em uma Galeria ou Museu, onde a produção artística lança a obra no espaço, com o auxílio de materiais muito variados, na tentativa de construir um certo ambiente ou cena, cujo movimento é dado pela relação entre os objetos, construções, o ponto de vista e o corpo do observador. Para a apreensão da obra é preciso percorrê-la, passar entre suas dobras e aberturas, ou simplesmente caminhar pelas veredas e trilhas que ela constrói por meio da disposição das peças, cores e objetos. Se alguns trabalhos são nomeados expressamente pelos artistas e/ou críticos como instalações, outros, ainda que não recebam o rótulo, podem ser aproximados do gênero, como é o caso dessa obra de Adriana Varejão, "Testemunhas Oculares XYZ" que, embora não tenha todas as características de uma Instalação, pode ser considerada dentro dessa categoria, devido a algumas peculiaridades, como o rompimento das fronteiras entre pintura, escultura, fotografia, conceito e poética.

Vejamos a obra em detalhes

A Artista se auto retrata em três momentos.

 Como Chinesa, 

como Moura 

e como Indígena


Todas elas tem o olho extirpado, rasgando a tela para extrair o olho, abre uma ferida, revela a carne ao cegar e retirar a capacidade de testemunhar ocularmente.


Sobre uma superfície de vidro sustentada por uma estrutura de ferro encontra-se uma lente de aumento, sugerindo de imediato a ideia de cientificismo aplicado ao objeto que está ao seu lado. O conjunto se completa com o suporte de uma peça de cerâmica e prata: um porta-retratos, ou talvez "porta-joias" em formato de olho que se abre, aludindo à preciosidade do olhar, mas principalmente a riqueza de revelar o que vê.


Observem a riqueza de detalhes da obra, que possui, além do estudo historiográfico dos personagens, a pintura sobre tela, o serviço de ourivesaria do porta joias, a encenação dos atores para a fotografia, o detalhe da lente de aumento para poder apreciar o pequeno conteúdo fotográfico.

Depois de lido, peço para salvarem esta página nos celulares, para execução da atividade prática em classe.
A Atividade Prática se constituirá de um "Projeto de Instalação" feita em A4 ( papel sulfite comum), sobre o tema "ÁGUA", podendo ser desenvolvido para "DENUNCIAR" ou "APONTAR SOLUÇÕES.
A escolha dos materiais a serem utilizados no projeto fica a critério do aluno, podendo usar, inclusive, colagens, vídeos, iluminação. 


BIBLIOGRAFIA

VAREJÃO Adriana, MORAES Marcos - 1.ed.- São Paulo: Folha de São Paulo:Instituto Itaú Cultural, 2013.








domingo, 29 de março de 2015

A ARTE CONTEMPORÂNEA É RUIM?

Com esta pergunta damos início à nossa caminhada nesta Escola.
Será uma caminhada em conjunto, onde todos os atores (Alunos e Professor) serão peças fundamentais e construtores do aprendizado. Vamos APRENDER A APRENDER.

Vamos construir um pensamento crítico e reflexivo, ao mesmo tempo que iremos nos aprofundando na Arte Contemporânea, ou seja: A Arte do Nosso Tempo.

Algumas vezes teremos que retornar nessa Linha do Tempo para poder compreender como conseguimos chegar até aqui, porque a arte não é algo "separado" da vida, do cotidiano, ela é a própria vida e o próprio cotidiano. Muito do que conhecemos hoje sobre a trajetória humana é graças aos registros da Arte. Num tempo em que não existia fotografia, nem sequer a escrita, como na Pré História, por exemplo, é justamente através da Arte Rupestre que temos alguns indícios do que ocorreu!

Por exemplo, neste vídeo que veremos em seguida, o Artista e Ilustrador Robert Florczak da Prager University, nos fala da Mona Lisa, que todos conhecem e sabem que é uma Obra espetacular de Leonardo Da Vinci, datado seu início de 1503. 

Olhando para esta obra, não é possível detectar algumas informações importantes da época? Estilo de vestimenta, estilo pictórico do artista, modo de se apresentar de uma dama renascentista.
Se fosse hoje, muito provavelmente a Mona Lisa poderia ser representada desta forma:


Apenas através destas duas imagens, já não é possível detectar algumas mudanças no pensamento e costumes humano?

Bem, mas vamos seguir em frente! 
No vídeo nos são apresentadas obras emblemáticas da História da Arte ( que se confundem com, e são, a própria história da humanidade). Além da Mona Lisa ele nos fala da "Moça com Brinco de Pérola", uma obra de JohannesWermeer, datada por volta de 1665.


E da Escultura de Michelangelo, datada de 1498 a 1499, a Pietá


O Professor compara estas e outras obras clássicas, com algumas criações contemporâneas como
a Santíssima Virgem Maria de  Chris Ofili


Onde a virgem Maria aparece retratada com uma feia aparência, envolta em fezes de elefante e genitais femininos em colagem, recortados de uma revista pornográfica. Esta obra causou muita polêmica em sua exposição num Museu do Brooklin, em Nova York - USA. Quem quiser ver maiores detalhes sobre a polêmica visite este blog

Robert Florckzack mostra também uma Escultura de Marcel Waldorf, um artista de 31 anos, que no ano de 2010 ganhou um premio de mil euros com a obra "PETRA", onde retrata um policial fazendo xixi.

Mas será que só de obras ruins é feita a Arte de Nosso Tempo? Estas obras apresentadas pelo Sr. Florczak, são mesmo ruins? Não estariam estas obras tentando nos mostrar alguma coisa? Quais códigos teremos que desvendar para compreendê-las? 

São questionamentos que tentaremos responder durante nossos estudos deste semestre.  


O VÍDEO DO PROFESSOR ROBERT FLORCZAK