sexta-feira, 15 de abril de 2016

POEMA PARA MINHA MÃE

Como estamos fazendo uma interdisciplinaridade com Português, e estamos na semana das Mães, será pedido aos alunos que escrevam um poema às suas mães e o titulem.
Vou deixar registrado o meu, que fiz em 2013, num momento de grande emoção para mim, pois senti naquele dia que teríamos pouco tempo...
Tivemos, depois disso, mais um ano e oito meses... Tempo insuficiente para ter coragem de um abraço mais apertado, de se jogar de paraquedas, como diz a psicóloga... Apenas um grito de dor e de saudade, de palavras não ditas, sentimentos sufocados.

Neste dia específico, ao me despedir para voltar para Americana, olhei-a pelo retrovisor, e veio aquele soluço, depois lágrimas sem fim pelo resto do dia, e aquela sensação de perda... O poema foi uma premência naquele momento.

                                                 "QUANTO TEMPO NOS RESTA?"

Um Abraço,
um soluço
um transbordamento de emoções.
Lembranças de coisas vividas e não vividas
A irredutibilidade do tempo que transforma,
Que renova
Que leva embora.
Um Abraço de até logo ou de Adeus
Até nunca mais, quem sabe...
Os jardins que não serão mais os mesmos
O cachorro que corre atrás do carro, como para lembrar
Ser ele também parte da família...
Um Adeus...
Uma dor
Um amor que vai partir, a qualquer hora, quem sabe!
Uma saudade...

Porque deixar registrado aqui um poema tão simples, escrito por alguém que não tem fama, uma cidadã comum?
Apenas  para poder dizer: TODOS SOMOS CAPAZES!
Porque expôr um sentimento tão meu?
Para que não tenham vergonha de se expôr, não tenham vergonha de seus sentimentos, expressem-se sem medo de não estar correto.
E, também, para mostrar que a Arte, a expressão de forma geral, pode ser uma forma de alívio, uma necessidade que, uma vez expressa, pode trazer bem estar.
... Aos que acharem graça fiquem com pena. Já perderam sua humanidade.
... E dá licença, também quero homenagear a Minha!